SINFÔNIA BARROCA Olhos de almas Revoam nas noites Silêncio O estopim de uma batalha Contra o ódio a ganância a falta de perdão O silêncio. Longe da alvorada. Gritos Balido, Vozes insanas, De profanos sem vida Contra a natureza Tudo calmo Um sibilo Um leve vento Olhos de almas revoam nas noites Tempestades furacões O mar Uma parede de água A devorar cidades florestas destruir montanhas Silêncio Um sonho Risadas Danças Alegria Barulhos Alarmes. O estopim de uma batalha Contra a carne A favor do Espírito Temperança Olhos de almas revoam nas noites. Silêncio O maestro com a mão direita determina a pausa. A orquestra... Silêncio! Claudio Andrade 02/08/2017
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Relógio de Areia Cada gota de vida vivida Cada sonho contado Uma esperança Existência transversal Aliteração da alma Alma, sal, sabor, brilho. Vivacidade Fio vital Profundo respiro Existência transversal Vida vivida Grãos na ampulheta Bafejadas Fôlego de vida Na ampulheta Respiro profundo Contada vida, Esperança Vida vivida Na transversal Sonhada vida, vivida. Na transversal Na ampulheta Vida Vivida. Ana Andrade 19-10-2017
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Paradigma Comecei meu dia Lento o dia Foi ficando corrido O dia quente suarento Bafo de gente Olhei o dia Era meu espelho Vi meu olhos Toquei minhas sobrancelhas O espelho me olhava Era eu era espelho Notei que não tinha cabelos Minha face diante do espelho O espelho dia O dia carregado Uma nuvem esfumaçava meu pensamento Tentei tocar e entrar no espelho O espelho era eu Bati em sua superfície Minha cara achatou Meu nariz reclamou Minha língua saiu para fora Babei diante do espelho que espelhava meus outros dias O espelho revidou Mostrou uma imagem Era eu mesmo Corri revirei o armário Fui embora Passei por um rio Rio com peixes Rio lindo Olhei na superfície da agua. Era eu de novo Era meu espelho Meu Deus! Tudo de novo. Claudio Andrade 01-10-2017
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Exuberância Verde, floresce Cores em prisma As palmas dos raios Que batem na luz Arco e íris Círculo, sequência Asas voantes Borboletas, cores Furta cor o besouro De bico amarelo A patativa tropeira Miscigena vida Vida Espiral, genes Vegetal Animal reunião Células multicores Em bola o tatu O bandeira no abraço Na língua os cupins Raios escapando Das nuvens em claro Luz na água, coaxar Cricrilar O saudar do sol Tudo dourado Verde, amarelo Florescer exuberante Vida! Ana Andrade 5/10/2017
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O amor bateu em minha porta Um dia o amor bateu em minha porta. Por que eu era tão pequeno, mal conseguia segurar tanto amor. Eu chorava você me ninava, me consolava. De repente a dor acabou. Fui transportado em esplendor, Era eu era você, Tanto beijo que o pranto acabou. Tanto calor que nem o sol suportou. De pequeno me fiz grande, De sonhador me fiz realista, A minha realidade era o amor. Agora meu corpo levitava em jardins floridos, Meu coração era encantado. Carregava um brilho no olhar, Uma felicidade na alma, Um sorriso tão grande, Que o mundo mal suportava. Ah! Eu olhei para o infinito e gritei: - Eu sou feliz! - Eu amo! Cláudio Andrade 06/09/2017
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Engano senil Os livros nos dizem Há rumores de guerras Em choque o país As carradas a corrupção O engano senil Velhos homens públicos O poder Sobre outros homens O homem um ser político Há rumores de fome Doenças, há rumores Ouvido surdo Olho que não vê Já se grita! O engano senil Velhos homens públicos Ganância! Conversa, não mais Politica, não mais No poder a corrupção senil Se vê, se ouve Entre homens Interior das casas Fome! Socorro, feridas! Macas ao relento Escolher quem morre Sem dignidade Há rumores... Ouvido surdo Olho que não vê O engano senil, incrustado Velhos homens públicos Torpeza! Ouvido surdo Olho que não vê Antes rumores Palpável fome A doença degusta Ignorado grito mudo No poder o engano senil O ser político Corrompido Pátria roubada Seus filhos choram Por causa do engano senil De velhos homens públicos Ana Andrade 11/09/2017
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Pássaros e os jardins Sonhei que era um pássaro Vermelho, branco, azul. Passeava entre as flores Enfeitando, iluminando, colorindo os jardins. Voo tranquilo Alegria Paz Coração migrador Pássaro gracioso Jardim perfumado O sol brilhou O jardim ainda me espera. Sonhei ou amei? Coração migrador Às vezes sou rosa Às vezes sou pássaro Pés no chão cravados de espinhos Alma no espaço Buscando liberdade pro meu coração. 01/09/2017 Cláudio Andrade