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Natal Seu olhar Seu sorriso Seu brilho Alegria na alma É natal Chuva de bênçãos Seu verão/inverno O frio da noite alegre Infinitas estrelas Sua mesa Sua ceia Jesus. Tão bonito, Tão alegre Tão natal. Seus amigos Sua família Seu amor Sua alegria. São meus São seus Nossas vidas Sua paz Seu alento Seu espirito santo Natal. Seus sonhos Sua esperança Seus sentimentos. Seus filhos Sua esposa Seu marido Lindos na noite de natal. É natal! É natal! Seus braços abertos Seu coração palpita É natal! É natal! Amor, carinho, luz, Jesus. 19-12-2017 Cláudio Andrade
Minha açucena Doce açucena Para você flor. Doce açucena Clama o amor Mãe, mãe! Açucena Doce amor Como é bela Esta dona, Pureza, Fique não vá agora Porque a espera, gera tristeza, Pela açucena querida. Vai fazer do meu coração Vermelho salmão Um riacho de emoção Não foi no sul Achei-te aqui Decoração do meu jardim Foi de fácil cultivo Alentaste-me Em terras boas Em teus braços de Açucena. Outras espécies Não quero, Quero a doce flor de lis Porque pertence ao jardim Do meu coração Da beira do riacho Ou do riozinho Com pés de ingá. A margenzinha, Açucena exala doce perfume Doce mãe! Doce amor. Ana Andrade 05/12/2017
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A pena do poeta Pena. Quem tem pena? Escreva-me um poema Com linhas tortas e curvas Que arrebente as linhas Invada as cidades Seja absorvido pelo concreto Se materialize nas mentes Pode ser qualquer pena Pode ser pena de pesar Pode ser pena de pássaros Desde que escreva Colorido Em aquarela Azul turquesa Ou amarelo Pena. Quem tem pena? Pra escrever o amor Pra escrever para cinderelas Escreva-me um poema Com linhas de paz Com linhas de bordado Dourado Pena pra  descrever a saudade Pena para simplesmente escrever Mas que tenha a pena do poeta na cabeça. 25-11-2017 Cláudio Andrade
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Borboletas e Flores Rosas e perfume Borboletas voando Pousando nas flores No ruivo cabelo Perfume de acácia Voam, borboletas Pousando nos ombros No dedo da flor Pousando nas rosas Como laços no caule De tulipas azuis Voam para todos os lados Brancas borboletas Amarelas pequenas Festa de cores Borboletas e flores Canteiros de rosas Cheiro, aroma Madressilvas, Doce perfume Gérberas, astromelias E nos lírios Voando pousando Borboletas e orquídeas azuis Perfumes e cores Borboletas e flores. 20 de novembro de 2017 Ana Andrade
Era para ser apenas um despertar Pediram–me uma poesia Com métrica e rima Acordei fazendo a poesia O que rima com hoje? - Dores, mais dores e poesia. Pediram-me para respirar Acordei respirando o ar pesado do seu pensamento. Enxuguei as lagrimas Eram mais que o mar Pediram–me para sorrir Abri um sorriso com mascara da tragédia e da comedia. Mas meu coração não sorria Pediram -me para calar-me Acordei ensaiando um grito mudo Minha garganta não emitia som algum Pediram–me para não ser eu Fiquei sendo você Estive no seu lugar Era apertado demais Definitivamente não era o meu lugar Pediram–me... Usei sapatos apertados Camisetas curtas Ideias que não cabiam na minha cabeça Dancei a dança que não era minha Falei frases suas Sonhei sonhos que não eram meus Andei nos seus passos Longos demais Hoje estou cansado de tudo isso Quero o vento nos cabelos Quero silenciar quando me pede que fale Quero correr se me pede para parar Quero ser eu Sem sua camisa Sem se...
Momento Acordei entre arvoredos Aurora a paz Grama e flores Batem os sinos ao longe Os raios ao longe Os raios de luz Entre folhas e galhos O orvalho nos cabelos Roupa úmida Orvalho da madrugada A velha choupana Uma pintura Diante dos olhos Como engaste Ao redor a luz do dia A íris do olho reflete A bela aquarela Nova pintura No esplendor do céu azul Marrecos grasnando Nuvens passando Passarinhos voando No céu azulado E o barulho da fonte cantante Sinos ao longe Cheiro de mato Rosas silvestres Exalando no ar Doce perfume Entra nos poros, o orvalho E diante dos olhos Uma pintura A velha choupana E a fonte cantante. Ana Andrade 20/10/2017
SINFÔNIA BARROCA Olhos de almas Revoam nas noites Silêncio O estopim de uma batalha Contra o ódio a ganância a falta de perdão O silêncio. Longe da alvorada. Gritos Balido, Vozes insanas, De profanos sem vida Contra a natureza Tudo calmo Um sibilo Um leve vento Olhos de almas revoam nas noites Tempestades furacões O mar Uma parede de água A devorar cidades florestas destruir montanhas Silêncio Um sonho Risadas Danças Alegria Barulhos Alarmes. O estopim de uma batalha Contra a carne A favor do Espírito Temperança Olhos de almas revoam nas noites. Silêncio O maestro com a mão direita determina a pausa. A orquestra... Silêncio! Claudio Andrade 02/08/2017