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O frio da noite Cintilando estrelas profundas Um viajante segue  calmo Olhos de águia Profundo silêncio A serenata ecoa misteriosa Junto às cordas do meu violão O frio da noite Uma sombra Delírios na etérea paz A serenata ecoa misteriosa Junto às cordas do meu violão Alguém dorme um sono profundo Seus olhos uma canção Seu rosto sereno Feixes de felicidade O frio da noite Um sorriso Um abraço em vão Um zumbido Um estampido Junto às cordas do meu violão Um viajante em outro espaço Flores Uma ilusão Cobrem teu corpo O frio da noite Alguém chora Junto às cordas do meu violão. Cláudio Andrade 18-03-2018
Prisioneiro do amor Do amor tornei-me cativo Aprisionado entre grades Grandes correntes em meus pés Ainda não me libertei Açoitado com chicotes de prego O sangue escorre por toda parte marcando o chão Por onde caminho Prisioneiro fez-me Com garras de urso cravadas na minha pele Consumido estou pelo amor Só pele e osso Meus dentes já não moem Preso nesta cela Já não me reconheço As pedras do caminho Penetram em meus joelhos Orando estou Prisioneiro do amor Ajoelhado estou Sequestraram-me Desta prisão não consigo sair Viro-me Revolto-me Grito!!! Do amor sou cativo O amor enche-me Viro-me ao avesso Corro!!! Pelo amor sou encontrado Açoitado Acorrentado Um dia me renderei Com as mãos para o alto Em prece Sou cativo do amor.  Cláudio Andrade 15-03-2018
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Terra névoa e astronautas Pisar e sentir a névoa daquela terra em  que nunca pisei Um sentimento que nunca senti Aqueles cantos, aqueles abismos. Escondidos em cavernas Queria ter mil anos Qual uma frondosa árvore que em noite enluarada mostra os seus mistérios aquele vapor sublime os galhos no alto a balançar as feras entre sombras esgueirando-se, esquivando-se Queria deitar naquela terra sentir o seu frio ouvir seus barulhos Apreciar suas madrugadas suas noites no silêncio Por horas a fio Queria deleitar-me em suas raízes Escondido de tudo que se passa lá fora. Queria num olhar ver o luar mais bonito Astronautas viajantes Novos tempos Outras passagens Paisagem Deitado numa cama de flores Perfumes, sonhos e primaveras. Abrir um sorriso tão grande Maior que o universo estrelado Para depois mergulhar Nos abismos de rios, lagos. Feras ocultas Cavernas submersas Olhar, sentir amor. Queria que o tempo parasse Por um só segundo Por apenas um milésimo...
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Mãezinha de luz Deitada no leito Leve como uma criança Cabelos brancos Tão alvos Tão Neve No rosto a marca do amor Carrega na dor a marca da luz Fios estão ligados ao seu corpo Pequeno, frágil. Agulhas penetram em sua pele tão amada. Lágrimas escorrem dos seus olhos Tempos passados Sua luz brilhou no mundo Ergue-te do leito Vamos para casa Mãezinha de luz Não precisa força de homem Para erguê-la em meus braços O meu amor de filha basta Carrego seu corpo Seus cabelos escorrem leves Perto do meu coração Que bate descompassado Não é com esta seringa que alimentei seu corpo Foi com o meu amor Mãezinha de luz Vamos pra casa Seu caminho acabou Sua luz permanece Sua casa é de alegria Visitará Seu jardim em flor Sentirá o cheiro das manhãs Brincará no orvalho que banha os capinzais Na casa do Pai entrará Mãezinha de luz Seu carinho é só meu Sua doce lembrança é minha Pedaço do meu coração. 22/02/2018 Cláudio Andrade
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Sonhos Singeleza, fio tênue Frágil, Um pequeno espaço Parece que saltam Os sonhos de um coração Cavalos troteiam Em meio às libélulas Com o voar Das asas longas Dos pensamentos E os sonhos Pequenas faíscas Crepitam no córtex Como noite enluarada Fogueira que arde Sonhos acesos Tudo frágil Singelos os sonhos, As vezes fugazes Discrepâncias do Âmago Como bailam, Os sonhos Saltando, Veados campeiros Solvendo o vento Voando, nas asas longas Dos pensamentos Os sonhos de um coração. Ana Andrade 22/02/2018
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Nunca estarei sozinho A alma transborda O azul do céu com nuvens brancas A natureza apresenta A mais linda alegria A alegria de viver Olho para todos os lados Vejo multidão de pessoas Ainda assim posso pensar que estou sozinho Aves brancas voam nos céus Água límpida Eu sinto a natureza Percebo-me Às vezes me troco Às vezes olho-me Outras me encontro De novo fumaça dos carros Um vento leste sopra O sol sorri para mim Pessoas brincam Meninos dão gargalhadas Ao meu redor tudo passa Tudo é vida Uma canção linda Uma canção de amor De novo a tarde O sol some Os últimos papagaios taramelam nos pés de licuri. Tudo escuro A lua sorri para mim De novo tudo é encanto Uma festa Uma lua bonita Estrelas brilham no céu preto perola Não posso me sentir sozinho Ergo as mãos e agradeço Vejo o céu através da minha janela Leito Sonhos E assim a vida me embala. Cláudio Andrade 15-02-2018
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Amei Quantas vezes Tive que amar Mesmo não querendo Tive que amar Lutando contra o amor Nas minhas entranhas Não nas  outras entranhas Por que delas  amor saia Brotava para fora, expelia Amor que não queria dar O ser supremo Criou -me assim Uma rosa pequena Feita de amor Se luto contra ele Esmaga-me E sinto cheiro de amor, Pois que de amor Nutria- me o criador se passo, o cheiro exala se corro deixo perfume se fujo, outros me encontram as pétalas feridas por quem amo caule mastigado pelos pulgões que amo outras vezes arrancada por aqueles a quem  dei perfume morrendo e nascendo pelo amor que, mesmo não querendo, tive que amar. Ana Andrade 02\02\2018