A noite de natal Paz que vinha De uma Simples casinha Toda em tronco de Ipê Chão batido Já havia enfrentado Muitas tempestades O cheiro de café Intenso e suave Resvalava pelo ambiente A floresta formosa Com seus pássaros encantados Observava a casinha Pequenos animais corriam alegres Saltitavam Dentro da casinha Uma velha senhora Observava fotos Antigas De histórias Tão bonitas Lembrava-se de natais Noites tão lindas Pirilampos Milhares de estrelas Lua maravilhosa Um fogo apenas As pessoas se uniam Alguém alegre Contava sobre o nascimento Do menino Jesus A casa sorria De historia tão simples Tao linda Do ribeirão Um pequeno peixe Curioso pulava Pra ver a alegria Da noite de natal As estrelas salpicavam as águas De brilhos multicores Um violão tocava E assim a noite de natal Se iluminava A velha senhora Sorri e fecha os olhos Tudo tão calmo E as pessoas voltam E sorriem E alguém fal...
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Despedida Sorriso Meigo E suave Invadiu seu rosto Por um momento Pensei amar Minha mão trêmula E o gosto amargo Da despedida Igual ave de asa quebrada Não posso mais voar Ser águia em pleno voo é fácil Difícil é enganar o coração Fingir sentimentos E amargar ilusão Rápido Igual a um raio Despedida Não entendo o amor O sofrimento As lágrimas Este dia nublado Era apego Apenas comodidade De um poeta triste Que não soube amar A beleza visível Olhar lindo Era apenas apego Ao seu calor Comodidade A dor da despedida Tão amarga Muito difícil Partirei pra bem longe Pra nunca mais voltar. Cláudio Andrade 05-12-2021
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Um amanhecer Fogo do sol Antes da madrugada Minha alma presa Seu rosto Na escuridão Gemidos Noite de horas lentas Ansioso aguardo Ainda não posso sair Angustiado pelas dores Afastado do mundo Doce lembrança Do seu sorriso Tomo um gole de café Vejo a xícara Companheira das madrugadas Acostumado às noites Escondido Sairei do esconderijo Sairei da tocaia Quando a claridade invadir o céu Uma luz acende Na casa Vigiada Volto a ser menino Correndo pelas ruas Alegre Uma gota de orvalho Traz-me a realidade Por que amar desse jeito Tão egoísta Tão sombrio O seu gemido ecoa nos vales Atravessa o cerrado Arrasa o meu coração Sem sentido me vejo Em outro tempo Jovem A bailar nas festas Cabelo penteado Um abraço Meu coração pulsa Olho para o céu estrelado Espero por um raio de fogo A cruzar o horizonte Para vencer meu medo Para chorar de novo Um sonho É triste ouvir o seu gemido Um cla...
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O amor Andávamos de mãos dadas Igual a um casal Que ninguém separa O sol brilhava De um intenso amarelo Os campos floridos Do mês de setembro Distribuía aromas Deliciosos Campos e flores Doces e amores Um Sofreu Cantava Uma canção De amor E um sabiá Fazia coro Debaixo da limeira Pássaros e flores Sombra Frutas fresquinhas Pitangas Morangos Abacates e limões O mundo enfeitado O amor por todos Os lados O dia Sempre belo Sem que esperássemos Nuvens O campo escureceu Raios Trovões E lágrimas O rio transbordou Águas turvas Seu rosto pálido Choro e sonho Agarrei sua mão Convidei para o último Passeio Sua fé era intensa Chamava seu nome Você Tentava se afastar Da noite E das sombras Com todas as forças Insistia Desesperado Chorava... Uma tesourinha veio voando Trouxe o sol Espantou o choro Floriu os campos A beleza sempre volta O amor Vem como orvalho De madrugada Sem ...
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Cantiga da saudade Eu dei a mão para você Amei... E como se fosse um fantasma Segui seus passos O que tenho agora? Apenas uma música Que entristece mais O meu coração Lenta e suave Agora estico a mão Tento erguer-me E choro... Eu já chorei oceanos Caminho sem direção Vejo pessoas alegres Sinto o suave vento E o cheiro de flores Sofro Amo... Uma dança me vem à cabeça Embaralha Meus pensamentos Ouço uma música Que apenas entristece Mais o meu coração E sonho... Com aquele rio caudaloso Que nas margens Escrevi ti amo Sonho Com o amor E sofro E choro De saudades. Claudio Andrade 26-11-2021
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O poeta Vivo à sombra Da poesia bem escrita Ao som Da agonia Dos meus versos Vivo de brisa Da mais doce alegria De sorrisos Da pesca Da morte da isca Vivo de amores Respiro amor Dos sonhos Dos sorrisos De beijos doces Vivo e respiro A alegria Da música Bem tocada Da beleza a qual aspiro Vivo pra contrariar A morte A dor A desesperança A falta de sorte Respiro... Claudio Andrade 21-11-2021
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O silêncio e o violão Olhando através da dor Chamei sem ser ouvido Gritei de dor Um nome conhecido Apenas o terrível e nefasto Silêncio Apresentou-se O silêncio profundo O som das lágrimas Caindo no chão Como as notas Das cordas de um violão Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si O quarto inundado De lágrimas E silêncio Gritava sem ser ouvido E chorava Um beija flor Abre as asas E sorri Um sorriso Multicor E some num segundo Num instante De dor Uma fresta de luz Pela cortina Mal fechada Faz brilhar As lágrimas Traz esperança Entre a luz e a dor Grito de novo Em resposta O silêncio Alguém de longe Ouve O som das notas De um violão Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si Por uma noite inteira. Claudio Andrade 17-11-2021