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Mostrando postagens de novembro, 2017
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Borboletas e Flores Rosas e perfume Borboletas voando Pousando nas flores No ruivo cabelo Perfume de acácia Voam, borboletas Pousando nos ombros No dedo da flor Pousando nas rosas Como laços no caule De tulipas azuis Voam para todos os lados Brancas borboletas Amarelas pequenas Festa de cores Borboletas e flores Canteiros de rosas Cheiro, aroma Madressilvas, Doce perfume Gérberas, astromelias E nos lírios Voando pousando Borboletas e orquídeas azuis Perfumes e cores Borboletas e flores. 20 de novembro de 2017 Ana Andrade
Era para ser apenas um despertar Pediram–me uma poesia Com métrica e rima Acordei fazendo a poesia O que rima com hoje? - Dores, mais dores e poesia. Pediram-me para respirar Acordei respirando o ar pesado do seu pensamento. Enxuguei as lagrimas Eram mais que o mar Pediram–me para sorrir Abri um sorriso com mascara da tragédia e da comedia. Mas meu coração não sorria Pediram -me para calar-me Acordei ensaiando um grito mudo Minha garganta não emitia som algum Pediram–me para não ser eu Fiquei sendo você Estive no seu lugar Era apertado demais Definitivamente não era o meu lugar Pediram–me... Usei sapatos apertados Camisetas curtas Ideias que não cabiam na minha cabeça Dancei a dança que não era minha Falei frases suas Sonhei sonhos que não eram meus Andei nos seus passos Longos demais Hoje estou cansado de tudo isso Quero o vento nos cabelos Quero silenciar quando me pede que fale Quero correr se me pede para parar Quero ser eu Sem sua camisa Sem se...
Momento Acordei entre arvoredos Aurora a paz Grama e flores Batem os sinos ao longe Os raios ao longe Os raios de luz Entre folhas e galhos O orvalho nos cabelos Roupa úmida Orvalho da madrugada A velha choupana Uma pintura Diante dos olhos Como engaste Ao redor a luz do dia A íris do olho reflete A bela aquarela Nova pintura No esplendor do céu azul Marrecos grasnando Nuvens passando Passarinhos voando No céu azulado E o barulho da fonte cantante Sinos ao longe Cheiro de mato Rosas silvestres Exalando no ar Doce perfume Entra nos poros, o orvalho E diante dos olhos Uma pintura A velha choupana E a fonte cantante. Ana Andrade 20/10/2017