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Mostrando postagens de novembro, 2022
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  Espinhos de papelão   Eu falei pra você Não se meter Com aqueles Que tem sangue no olhar Eu falei que a vida Cobra caro Daqueles que muito amam Eu vi no seu olhar Tanta pureza Eu vi tanta alegria Tanta destreza Que eu chorei Pra valer Quando vi seu olhar De menino Pedindo socorro E seu choro de anjo Eu corri tanto E chorei Eu amei Mas valeu Todo menino alegre É assim... Nos mostra O amor Tao ligeiro Tao especial Eu não sabia Quando a gente ama Vivemos um sonho E que a flor tão frágil Se sente tão forte E que seus espinhos São enfeites de papelão É pena Eu não pude Proteger-te Apenas falei O que pode machucar Um anjo   Percebi Que o amor Cobra caro Dos que amam E dos anjos que são luz.   Cláudio Andrade 24-11-2022
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As letras   Joguei as fotos No chão Olhei-me No espelho Estava Um pouco trêmulo Louco de poesia A ponto de jogar Letras e frases Ao vento Sem prendê-las No papel O papel as imobiliza As tornam imortais As letras Antes de serem pegas Vagueiam pelo espaço Sem sentido Elas choram Gemem Chamam-me De poeta louco Eu as agarro E as prendo no papel Ainda posso ver As lágrimas Os sorrisos Saindo da folha As lágrimas As enxugo Os sorrisos Aproveito para Gargalhar também Louco de poesia Posso ver As letras Presas Gemendo Chorando Imóveis Imortais.   Cláudio Andrade 03-11-2022