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Mostrando postagens de agosto, 2021
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  Profundo silêncio   Percebi o silêncio Pensei que nunca mais ouviria O barulho das matas Andei esquecido Do amor Vagava por cidades O aconchego do concreto Nunca me fez bem O barulho das poesias Tornava a cidade viva e morta Ao mesmo tempo Percebi que era Muito difícil Caminhar Ao meu lado Alguém caminhava Na sombra Da minha Alma Percebi o silêncio Pensei que me abandonaria E que nunca mais ouviria O barulho dos rios Ainda chorava Lágrimas de dor Alguém caminhava Ao meu lado E sorria E amava E orávamos juntos Percebi o silêncio E a fraqueza Da minha alma Caminhar é assim... Caminha-se Sem destino Somente a beleza No cantar dos pássaros O céu azul O sol Pensei que nunca mais Sentiria o amor Percebi o mais profundo Silêncio.   Cláudio Andrade 27-08-2021    
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  Hoje Hoje pensei em você Olhos verdes Morena Jabuticaba Percebi sem querer Que eu preenchia Seus pensamentos Hoje olhei pra você Acariciei seu rosto Dois ou três beijos Abracei seu ser Hoje eu escolhi você Enxuguei suas lágrimas Pedi mais fé Amei suas tranças Sussurrei no seu ouvido O quanto eu a quero Hoje meu coração Acariciou o seu... Chorei de prazer Estou feliz Pronto pra outro Encontro Espero Amar Sorrir Sonhar De novo.   Cláudio Andrade 26-08-2021    
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  Ao mar A lua clareia tudo O caminho Sombras Perigos na noite Por ruas estreitas Assustado cambaleia A paixão avassaladora O coração acelerado Flores na mão As mesmas Que com amor E beijos tentou entregar Foi surpreendido Arrasado Prometeu nunca mais amar Levou as flores Coração sangrando Jogá-las ao mar O caminho A lua clareia O coração O amor queima As flores ao mar Lavar o rosto Enxugar a alma Flutuar Com gosto de lágrimas e mar Prometeu e cumpriu Combateu lágrimas salgadas Com o sal do mar Voltou pelo mesmo caminho Alma lavada As mãos leves Sorriu ao luar Depois dançou Adormeceu E nunca mais amou.   Cláudio Andrade 18-08-2021  
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  O Trem da vida   Aroma agradável Delicioso dia Flores brancas O trem corria Parado no tempo Saboreando a chuva Ser feliz Era o que mais queria Paisagens Postes Cachorros Poesias Tudo rodando Eu aqui parado Lá fora movimento Flores Rios Campos Pontes Chuva Sol Tudo indo embora Pra algum lugar Perto do coração E da alma A paisagem Muda Num piscar de olhos Campos intermináveis De soja Garotos soltando pipas Todos girando Sumindo Mais uma estação O trem correndo Levando Trazendo Sonhos Trem da vida Lugares especiais Maria fumaça Trem bala Tanto faz Carrega amores Outros desembarcam Da janela Do vagão de passageiros Conto cidades Ultima viagem Pra onde? Não sei Só sei que a vida Vale a pena E que o trem continua Com infinitas estações.   Cláudio Andrade 12-08-2021    
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  Ilusão Ternura Alegrias Sorrisos e mãos Afagos   e beijos Representava o papel Internalizava   com carinho Amor que não existia Roubava sonhos Desprezava beijos E sorvia A alegria De conduzir De amar sem amor Dono de si De sorrir sem ser feliz Outro dia Roubava beijos Alimentava carinhos Duas vidas Dois amores Ditava sonhos Fazia projetos Prometia amor Para sempre Quase se esquecia Da outra vida Outro amor Sentia saudades Coração malandro Flores na mão Tanta ternura   Tanta   alegria E assim seguia... Sem medo Leve Dormia   Amor de momento Alimentava ilusões Feria sem dor Ilusão.   Cláudio Andrade 03-08-2021
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  Borboletas na neve   Fogueira Nas noites frias Pensei   no amor Que alimenta   sonhos Madrugadas Chorei Enrolado em desamores Queria viver Poder conversar Falar da neve Da dor De coisas Que nos fazem sofrer Mas a neve sempre cai Abruptamente Tudo se modifica Seus olhos Seus cabelos Seu sorriso As flores Algumas florecem na neve Porque todo o tempo É tempo de flor E toda dor passa As vezes rugindo Outras como um farfalhar De asas Borboletas brancas Na neve Dançarinas no tempo O amor Sonhei Meu coração queima Ardem   meus olhos E minha boca sorridente Espalha a felicidade Nas madrugadas Borboletas brancas Na neve Dançarinas no tempo O amor.   Cláudio  Andrade 01-08-2021