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Mostrando postagens de setembro, 2017
O amor bateu em minha porta Um dia o amor bateu em minha porta. Por que eu era tão pequeno, mal conseguia segurar tanto amor. Eu chorava você me ninava, me consolava. De repente a dor acabou. Fui transportado em esplendor, Era eu era você, Tanto beijo que o pranto acabou. Tanto calor que nem o sol suportou. De pequeno me fiz grande, De sonhador me fiz realista, A minha realidade era o amor. Agora meu corpo levitava em jardins floridos, Meu coração era encantado. Carregava um brilho no olhar, Uma felicidade na alma, Um sorriso tão grande, Que o mundo mal suportava. Ah! Eu olhei para o infinito e gritei: - Eu sou feliz! - Eu amo! Cláudio Andrade 06/09/2017
Engano senil  Os livros nos dizem Há rumores de guerras Em  choque o país  As carradas a corrupção O engano senil Velhos homens públicos O poder Sobre outros homens O homem um ser político Há rumores de fome Doenças, há rumores Ouvido surdo Olho que não vê Já se grita! O engano senil Velhos homens públicos Ganância! Conversa, não mais Politica, não mais No poder a corrupção senil Se vê, se ouve Entre homens Interior das casas Fome! Socorro, feridas! Macas ao relento Escolher quem morre Sem dignidade Há rumores... Ouvido surdo Olho que não vê O engano senil, incrustado Velhos homens públicos Torpeza! Ouvido surdo Olho que não vê Antes rumores Palpável fome A doença degusta Ignorado grito mudo No poder o engano senil O ser político Corrompido Pátria roubada Seus filhos choram Por causa do engano senil De velhos homens públicos      Ana Andrade 11/09/2017
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Pássaros e os jardins Sonhei  que era um pássaro Vermelho, branco, azul. Passeava entre as flores Enfeitando, iluminando, colorindo os jardins. Voo tranquilo  Alegria  Paz Coração migrador Pássaro gracioso Jardim perfumado O sol brilhou O jardim ainda me espera. Sonhei ou amei? Coração migrador Às vezes sou rosa  Às vezes sou pássaro Pés no chão cravados de espinhos Alma no espaço Buscando liberdade pro meu coração. 01/09/2017 Cláudio Andrade
TRINAR DO DIA O dia oscila, Voa ligeiro, o pardal, Revoada! Cantoria, Festa do fim do dia Cai a tarde, Como jantar a luz de velas, Se aninha nos galhos, Se aninha no céu, O espetáculo da lua Tomam a cena, as estrelas Se apresentam no palco. Arlequim é meteoro. Dorme tudo! Novo espetáculo Se retira a lona, Se abre a cortina! Trinar de pardais, Lua dormindo! Toma a cena matinal, O astro Ilumina tudo! Trinar de pardais. 08/09/2017 Ana Andrade
EU GOSTO DE CUIDAR DE QUEM CUIDA DE MIM Eu gosto de cuidar de quem cuida de mim Eu gosto de cuidar de quem cuidou de mim La na minha rua o povo dança, dança samba O povo bate na palma da mão O pagode explode com emoção Eu gosto de cuidar de quem cuida de mim Eu gosto de cuidar de quem cuidou de mim Eu olho pra você e fico louco Louco de paixão Eu amo, amo o seu rebolado Que rebola rebola,  meu coração Eu gosto de cuidar de quem cuida de mim Eu gosto de cuidar de quem cuidou de mim Sem você eu não sou ninguém Sem seu calor eu sinto frio Sem seu rebolado eu estou perdido Eu gosto de cuidar de quem cuida de mim Eu gosto de cuidar de quem cuidou de mim Eu abraço você minha paixão E sinto o seu coração Mas estou perdido perdido de paixão Louco louco mesmo de emoção Eu gosto de cuidar de quem cuida de mim Eu gosto de cuidar de quem cuidou de mim Cláudio Andrade 31-08-2017
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Vida Ah! Vida, quem és tu que choras o dia? Que amas o que é doce. Que sonha, sonha... Que tem esperança ama as crianças. Que voltas depois da dor. Ah! Vida, quem és tu que choras a noite? Que joga os lençóis fora da cama. Que ama.  Ama... Que flores tem em ti: a fé a lembrança? Ah! Vida, quem dera as moléstias não te atacassem. Eu sei que tu lutas e que também podes perecer, Ah! Vida infinita és que nem uma roda. Ora és doce, ora és amarga. E assim vai no teu rolar infinito. Ah! Brisa vida, ora tu vais para o mar, ora tu vais para a terra. Regas o que é teu. Cuidas do que é vida livre. Renasça de ti. 29-06-2017 Cláudio Andrade