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Mostrando postagens de junho, 2018

Amar e sonhar

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Amar e sonhar Talvez assim Em um tempo De um dia apenas Algo dentro de mim Que perpetuasse Aquele querer Aquele gostar Indo e vindo Num sonho profundo De almas eternas De flores espalhadas Em teu corpo Talvez assim Um amasse mais Sem medida Não esperasse retorno Nem sabor Do amor Iludido estou Amor engano Desilusão profunda Talvez seja assim A forma de amar Perfeita Por isso   existe a dor Em um tempo de dor constante Algo fora de mim Amar é esquecer Doar-se Além do limite Das forças do ser Esquecer-me Algo assim Felicidade O amor Em tempo que amar é apenas sonhar. Claudio Andrade 23-06-2018

Escola

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Escola Você pegou a essência da felicidade nas tardes de primavera Sentado na pequena cadeira da escola Jardim de infância Pássaros a cantar lá fora Vidas amadas Coração pulsando no peito Você queria ser grande Ser o maior do mundo Sentado na pequena cadeira da escola Sua pequena cabeça Seu sonho grande Sorvendo conhecimento Intervalos de alegria Sonhos imensos Mundo mágico Escola pequena Lição de amor Você sonhou que ganharia o mundo Mas o mundo estava em sua cabeça O mundo crescia Ciências Artes Historia Matemática Português Geografia Um mundo gigante Você caminhou Você lutou Você venceu Graças àquela pequena escola Você aprendeu Você sorriu Você hoje vive a essência da felicidade. Cláudio Andrade 10-04-2018

Mais Alto

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Mais alto Voar Num céu azul escuro salpicado de estrelas Sentir a liberdade O vento no corpo Ser águia e lá em cima crocitar triunfante Ir mais alto Leve como pluma Burilar nas nuvens a paz Construir meu ninho Voar Chegar ao mais alto despenhadeiro Na aurora sentir as primícias dos raios solares Ser aquecido Encher o peito com ar puro Voar Num céu carregado Tempestade Chuva Apenas meu corpo cortando o espaço Apenas um ponto E neste bailado Um repique de felicidade Subir mais um pouco Até não aguentar Plainar sobre as nuvens Por dias E quando voltar Sentir Forte o coração Pois conquistei as alturas. Claudio Andrade 12-06-2018
Palhaços sinistros No sinaleiro um palhaço sinistro Olhar turvo Boca aberta Baba Na grama sentado palhaço sinistro Com seu sino Sem esperança Parado ao sol Amarga No carro dirigindo palhaço sinistro Maquiagem malfeita Sonhos desfeitos Roupa rasgada de bolinha Contrista Ao meu lado palhaço sinistro De fome De pressa De ódio Expira No espelho palhaço sinistro Forjado no fogo Da miséria Com a mão estendida Pedindo balinha Pedindo amor Pedindo um não Pedindo perdão Outros palhaços fazem contas Contam misérias Mesquinharias Moedas de reais E já de tardezinha No seu barraco sinistro Luz laranja Esperam outros palhaços sinistros Que bailam a luz do barraco Silhuetas Dançam, cantam, choram Fazem suas preces E de perto não são nem palhaços e nem sinistros. 08-05-2018 Cláudio Andrade