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Mostrando postagens de setembro, 2021
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  Onça pintada   Das cores que criei Talvez seja você a que melhor retratei Era bom Quando passeávamos nas florestas Adentrávamos nas cavernas Subíamos em árvores Linhas concretas Manchada Marcada a ferro Garras escondidas Cheirando a relva Dos amores que eu tive Talvez seja Você a que mais amei Quando passeávamos E brincávamos Na chuva Torrencial De lágrimas De rios De cascatas Hoje jaz imóvel De concreto No jardim Da minha casa As manchas do pincel Cor jatobá Seus olhos Vidrados Ainda jorram lágrimas São os olhos mais tristes    Dos amores que criei Você talvez seja a que melhor retratei.   Cláudio Andrade 24-09-2021          
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  Espaçonaves   Riscou o céu mais uma vez Da janela uma estrela Cor de ouro Foi em busca do desconhecido Apenas um raio de luz Que traçou seu destino Passagem rápida pela Terra Apenas uma noite de outono Ou quem sabe de primavera Era flor Era a Terra Que lembrava Que trazia o amor Por que enfeitar-se tanto? Com flores e luzes Pra sair tão rápido numa espaçonave Que risca o céu Rumo ao infinito Pra quem vê Nas noites aqui da Terra Apenas estrelas Pra quem vai... Espaçonaves Há tantos riscos no céu Tantos mundos Da cortina do espaço Sempre brilharão luzes e flores Pra quem busca o amor Espaçonaves Que são estrelas Cor de ouro Da vida que busca O desconhecido.   Claudio Andrade 19-09-2021
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  Cartas ao vento   Seus olhos melosos Seu sorriso Pela cidade Era fácil Muito estranho Sentava em qualquer lugar Sorvia o ar Agora câmeras Vídeos e shows Linda Flores na primavera Contraste  Seu pior inimigo Olhos melosos Pela cidade Enfeitavam O amor Inexistente Do frio De seu coração Da dor De suas palavras Gerava uma flor De pétalas amargas O brilho do sol Iluminava seu rosto Belo O vento balançava seus cabelos Ternos Por fora viva Por dentro morta Ainda assim Falava de amor Sem sentir Sem ao menos corar Era o brilho do fogo A revolta do mar A tempestade O sonho roubado O tempo perdido.   Cláudio Andrade 08-09-2021