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Mostrando postagens de novembro, 2018

Olhar insignificante

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Olhar insignificante Por um triz apenas A metade de um tempo A vida no caos Nas vilas Nas cidades Os pescadores Os executivos Estrela noturna Sol da manhã Olhar insignificante A guerra psicológica Nas ruas Nas casas Nas famílias Dentro do mar Debaixo do sol O repente de repente dos homens. Tão pequeno Tão profundo Somenos Era pra ser brilhante Mas é apenas física quântica Tão complexo e tão caótico é a vida meu amor. Olhar insignificante Quantas cordas Quantas realidades Quanto Quantum Somos grânulos Quem nos reduziu a energia? Um universo dentro do outro dentro do outro... A guerra psicológica Não citarei cítara A guerra psicológica Um olhar insignificante Uma ponte tão estreita Um caminho tão pequeno Estou atravessado em duas dimensões Dual, dual, dualidade. A guerra psicológica Um pequeno mundo Para olhos largos Corações que batem Aos milhões No infinito do meu olhar. 22 de novembro...

Crepúsculo

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Crepúsculo O horizonte Um clarão vermelho O crepúsculo singelo em seu trepidar Rebento de dor e alegria Vivendo ao longo do tempo Medo, vento e dor. Temeroso, tenebroso As aves procuram refúgio Os homens ligam os faróis O crepúsculo singelo em seu trepidar Logo ira desmoronar a noite Açoites, gritos, sirenes, painéis luminosos. Grilos, árvores, nada de pássaros. Uma lagoa serena queimada pelas labaredas de fogo do sol Quem ira nos castigar pelo campo Pela cidade O crepúsculo singelo em seu trepidar. O mesmo crepúsculo Agora com outro olhar O horizonte Imagem linda Desfrutar dos sonhos Alegria A cidade se ilumina Risos Faróis Como uma nevoa Rápida Singela A noite abraçará o dia Uma lagoa serena queimada pelas labaredas de fogo do sol Sonho À noite em seu despertar. Claudio Andrade 27-05-2018

Saudades

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Saudades Fui feliz ao seu lado Cantamos muito Uma temporada jovem Estrelas que brilhavam Palcos, cortinas, risos. Passamos maravilhosos verões juntos Eu chegava e encontrava você Acalentava-me Na época eu nem percebia Meu orgulho era você Mas eu no alto da minha insensatez Não entendia Você me oferecia rosas brancas Aquecia-me em noites frias Eu chegava em casa Aquele barraquinho no fundo do quintal Azul e branco Botava disco na vitrola Tocava musica alegre Você fazia parte de tudo Enfeitava a minha vida Espelhava amor no meu coração Eu apenas me deixava levar Momento carinhoso Não entendia meus sentimentos Agora tenho saudades De tudo, de tudo. Até do meu violão Quando em festa Cantávamos juntos Você tinha que desaparecer? E eu aqui Louco de saudade Passei muito tempo Chegando no   barracão Na mesma hora Um silêncio Todo dia a mesma oração Demorei   a perceber Você se foi Pra onde? Não...

Cidade do amor

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Cidade do amor Olhar Numa tarde Que a manhã empurrou com dificuldade Que de tanto empurrar Quase se espatifou na noite Da alma sombria Que vagava distorcida Dentro de um corpo Ao sabor da valsa Com uma face amarga De puro fel Que o mel que outrora sobejava Alguém saboreou Nas esquinas perdidas da cidade do amor Sua mão a pedir carinho Seu corpo a pedir calor Um corpo apenas A esconder Uma alma vazia Que nem a melhor maquiagem Esconde a face ruborizada Do fracasso do amor Aquela cidade Que envergonha A mais linda flor Oferece apenas amor Um amor que escraviza A cidade do amor Linda chegou Sorrisos grandiosos Que perfuravam a noite Sorrisos tão ácidos Que corroem o coração Agora uma dor Um grito lascinante Apenas um corpo Na cidade do amor. Cláudio Andrade 29/10/2018

Amizade, serpente e tamanduás

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Amizade, serpente e tamanduás Perto de uma linda região de mata fechada dois homens discutiam calorosamente. Um montado em uma égua suja e já arriada com o peso de tantas montarias, o outro a pé, calça rota e mãos calejadas. Começaram a trocar insultos.            O que estava a pé olhando para cima com olhar raivoso, falou aos gritos:            -Você tomou o serviço de capina que eu ia fazer. Foi traição, cobrar mais barato! Você esta vivo graças a mim. Ou você já esqueceu o dia que eu te encontrei gritando por socorro pendurado no pé de Ipê, sob a mira de uma terrível cobra venenosa, que aguardava ferozmente sua força acabar e você cair no bote da peçonhenta? Você sabe que eu salvei sua vida quando espantei aquela cobra e é assim que me agradece? A esta altura a égua estava esbaforida batendo os cascos no chão, demonstrando a inquietude de sua montaria.  ...