Cidade do amor
Cidade do amor
Olhar
Numa
tarde
Que a
manhã empurrou com dificuldade
Que de
tanto empurrar
Quase
se espatifou na noite
Da alma
sombria
Que
vagava distorcida
Dentro
de um corpo
Ao
sabor da valsa
Com uma
face amarga
De puro
fel
Que o
mel que outrora sobejava
Alguém
saboreou
Nas
esquinas perdidas da cidade do amor
Sua mão
a pedir carinho
Seu
corpo a pedir calor
Um
corpo apenas
A
esconder
Uma
alma vazia
Que nem
a melhor maquiagem
Esconde
a face ruborizada
Do
fracasso do amor
Aquela
cidade
Que
envergonha
A mais
linda flor
Oferece
apenas amor
Um amor
que escraviza
A
cidade do amor
Linda
chegou
Sorrisos
grandiosos
Que
perfuravam a noite
Sorrisos
tão ácidos
Que
corroem o coração
Agora
uma dor
Um
grito lascinante
Apenas
um corpo
Na
cidade do amor.
Cláudio
Andrade
29/10/2018

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