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Mostrando postagens de junho, 2022
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  O velho homem   Ainda brinca Com seus carrinhos Vestido de criança Apesar da velha cartola Do velho paletó Ouve a canção Poesia, atemporal Historias, Sonhos, Saudades Batalhas São águas passadas Chora pelas flores Ofertadas Num dia nublado Em sua eterna morada Passeia por ruas Por estradas, Querendo tocar o sol com as mãos Embora ainda criança Tranquilamente Brinca de paletó E sorri Sozinho Saudades De seus filhos Seus netos Seus amores E chora E lamenta E ouve a canção.   Cláudio Andrade 16-06-2022  
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  E o ipê floriu   Fui chamado aos gritos Corri Meu Deus O que meu amor Estará sofrendo Mal súbito Engasgo Aflito cheguei Como um raio Algum problema Olhei nos seus olhos Agitada Gesticulou Olha pela janela Olhei Não vi nada Olha de novo Firmei a vista Calmamente Ela falou O ipê floriu Eu sorrindo Disse Graças a Deus É só o ipê florindo pela primeira vez!!!!! Que bom. Cláudio Andrade 05-06-2022  
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  Solidão   Mais uma noite Esperei você Estava tudo tão calmo Eu poderia ouvir O seu barulho Ao chegar O roçar das grades Do portão Sentir o seu perfume Muito antes da sua presença física Tudo Muito mágico Você era a pessoa Mais meiga Que eu conheci Seu abraço Tao aconchegante Seu olhar Tão sereno Você tão calmo Eu poderia Jurar Ouvir Dezenas de vezes O seu coração As lágrimas ainda rolam Quentes Na minha face Mais uma noite De madrugada fria De delírios De sonhos É sempre assim... Quando os primeiros Pardais Cantam No pé de oiti Prenunciando o dia É que eu acordo Duas vezes A primeira para a vida A segunda Para a realidade Tao dura De esperar Todas as noites De engolir o dia De chorar estrelas De sorrir sem querer É sempre assim. Cláudio Andrade 02-06-2022