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Mostrando postagens de fevereiro, 2018
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Sonhos Singeleza, fio tênue Frágil, Um pequeno espaço Parece que saltam Os sonhos de um coração Cavalos troteiam Em meio às libélulas Com o voar Das asas longas Dos pensamentos E os sonhos Pequenas faíscas Crepitam no córtex Como noite enluarada Fogueira que arde Sonhos acesos Tudo frágil Singelos os sonhos, As vezes fugazes Discrepâncias do Âmago Como bailam, Os sonhos Saltando, Veados campeiros Solvendo o vento Voando, nas asas longas Dos pensamentos Os sonhos de um coração. Ana Andrade 22/02/2018
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Nunca estarei sozinho A alma transborda O azul do céu com nuvens brancas A natureza apresenta A mais linda alegria A alegria de viver Olho para todos os lados Vejo multidão de pessoas Ainda assim posso pensar que estou sozinho Aves brancas voam nos céus Água límpida Eu sinto a natureza Percebo-me Às vezes me troco Às vezes olho-me Outras me encontro De novo fumaça dos carros Um vento leste sopra O sol sorri para mim Pessoas brincam Meninos dão gargalhadas Ao meu redor tudo passa Tudo é vida Uma canção linda Uma canção de amor De novo a tarde O sol some Os últimos papagaios taramelam nos pés de licuri. Tudo escuro A lua sorri para mim De novo tudo é encanto Uma festa Uma lua bonita Estrelas brilham no céu preto perola Não posso me sentir sozinho Ergo as mãos e agradeço Vejo o céu através da minha janela Leito Sonhos E assim a vida me embala. Cláudio Andrade 15-02-2018
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Amei Quantas vezes Tive que amar Mesmo não querendo Tive que amar Lutando contra o amor Nas minhas entranhas Não nas  outras entranhas Por que delas  amor saia Brotava para fora, expelia Amor que não queria dar O ser supremo Criou -me assim Uma rosa pequena Feita de amor Se luto contra ele Esmaga-me E sinto cheiro de amor, Pois que de amor Nutria- me o criador se passo, o cheiro exala se corro deixo perfume se fujo, outros me encontram as pétalas feridas por quem amo caule mastigado pelos pulgões que amo outras vezes arrancada por aqueles a quem  dei perfume morrendo e nascendo pelo amor que, mesmo não querendo, tive que amar. Ana Andrade 02\02\2018
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Sombras Lábios mesquinhos Mudos Nem mesmo um gemido Cuidado!!! Três punhais em tuas costas. Como dormiria? Como será o teu dia? Ah! Isto não perguntaria. Somos o que somos, Homens e mulheres sombra, Ainda brutos por dentro Odiando e sorrindo Dançando e rastejando. Iguais serpentes Agora o verniz de tua pureza cairá por terra. E a sombra pavorosa do homem e mulher desumanos aflora Que nem o crepúsculo invadindo o dia Somos apenas vernizes de homens sombra, mulheres sombra, Amor compaixão teus lábios gritam Seu coração pedra Sua semente serpente Tanta destreza Provar o que? Pra quem? Não basta o rastro de miseráveis que tua prática e tua língua deixam? Somos senhores dos nossos destinos Responsáveis pelo que sentimos, falamos e causamos. Se mudamos, passos lentos, lentos demais, gananciosos demais. Olhos esbugalhados Sorriso entredentes E o bailar continua Apenas rastros, rastros de miseráveis que deixamos todos os dias. Sem pão, sem educação, sem lar, se...