Nunca estarei sozinho
A alma transborda
O azul do céu com nuvens brancas
A natureza apresenta
A mais linda alegria
A alegria de viver
Olho para todos os lados
Vejo multidão de pessoas
Ainda assim posso pensar que estou sozinho
Aves brancas voam nos céus
Água límpida
Eu sinto a natureza
Percebo-me
Às vezes me troco
Às vezes olho-me
Outras me encontro
De novo fumaça dos carros
Um vento leste sopra
O sol sorri para mim
Pessoas brincam
Meninos dão gargalhadas
Ao meu redor tudo passa
Tudo é vida
Uma canção linda
Uma canção de amor
De novo a tarde
O sol some
Os últimos papagaios taramelam nos pés de licuri.
Tudo escuro
A lua sorri para mim
De novo tudo é encanto
Uma festa
Uma lua bonita
Estrelas brilham no céu preto perola
Não posso me sentir sozinho
Ergo as mãos e agradeço
Vejo o céu através da minha janela
Leito
Sonhos
E assim a vida me embala.

Cláudio Andrade
15-02-2018



Comentários

  1. Neste poema o autor utiliza os sentidos para descrever uma relação simbiótica com a natureza em suas nuances de movimento e vida. Uma festa de amor e a certeza de que nunca estará só. (Jureb Dilly).

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    1. Agradecemos o seu comentário. A simbiose perfeita homem e natureza.

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  2. Percebo neste trabalho uma dupla e rara beleza. O poema e a poesia da arte digital mostram que o autor capta toda beleza da natureza observada com todos os sentidos e coração.

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    1. Muito obrigado . A poesia é uma obra de arte e por ser arte torna-se uma rara beleza.

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