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Mostrando postagens de março, 2021
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  Silêncio   Quando a noite chega Vem o que ninguém espera São tantos silêncios Nem se pode imaginar Pedaços de mim Que ficaram pelo caminho São tantos gritos Mas ninguém pode ouvir São pedaços que arrancaram de mim Que a vida passa E vai... O meu coração Cada dia menor Não deixo de sonhar Nem de ter fé Mas quando vem a noite São gritos São tantos Que ninguém pode ouvir São pedaços de mim E fico parado Em meio à festa Da morte Que dança Sem valor Sem cor E quando vem a noite Eu só penso em mim São pedaços arrancados São tantos gritos Ninguém ouve São tantos silêncios São tantas dores Ninguém ouve.   Cláudio Andrade 26-03-2021
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  Mansidão Era assim... Um oceano Calmo Com seus grandes olhos Palavras boas A doçura Encantava Os corações Visitava as estrelas Rumava para o infinito Desenhava o sol Aos zigue-zagues Corria pelo espaço Que beleza Esse universo Dentro da sua cabeça Girassóis Gira planeta Jardins Criou-se Das lágrimas Que escorriam Revoltadas Com as flores Formaram-se rios De prantos De tristezas Desamores Caiu uma pétala As borboletas Partiram As aves No céu Passageiras Viajantes De outras praias De outras tardes Secas Assim seu olhar Observava Flores Em todos os lugares Corria pelo espaço De um carinho Tão passageiro Ao cair na fornalha Esquecer o medo Pra ser feliz Pra amar Abraço Beijo Pra guardar no peito.   Cláudio Andrade 23-03-2021    
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  Linhas amargas   Angústia Sempre a mesma beleza Parnasiana Tudo tão igual O cabelo O amor O ódio Em rimas De letras e frases Intelecto A arte absurda Da juventude Das velhas moedas Não servem   para troca Nem entram no coração O velho mundo De criticas Não trocou o repertório Nem assumiu que chora A sua dor De um passado Parnasiano De certo Nem sua pontuação sagrada Só o amargo Das linhas que choram sangue Dos pássaros desorientados Das viúvas E dos verbos intransitivos Que sentido? Um mundo complexo Caótico De curvas Linhas Parnasiano??! Os olhos que julgam Tão certos de si Perdidos No abismo Do belo Do feio Arte.   Cláudio Andrade 18-03-2021
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  Eu leão O dia escureceu Tantas lágrimas Tanto ódio Pra nada Olhei em direção aos rios Observei a liberdade dos pássaros Na água Meu reflexo Era peixe Era leão Só podemos ver Quando a luz Reflete as cores Da juba Dos meus cabelos Dos meus olhos Verdes Ainda bem O dia Azul De tanto sol A planície tão sem curvas O meu rosto Fino Leão De qual tribo? O amor é tão fluídico A paz tão momentânea O silencio tão eterno O grito pode ecoar Pra sempre A dor pode vir mais tarde Arrebatando vidas Eu leão Corro por ai Sem desespero Sem remorso Busco vida.   Cláudio Andrade 04-03-2021