Linhas amargas

 

Angústia

Sempre a mesma beleza

Parnasiana

Tudo tão igual

O cabelo

O amor

O ódio

Em rimas

De letras e frases

Intelecto

A arte absurda

Da juventude

Das velhas moedas

Não servem  para troca

Nem entram no coração

O velho mundo

De criticas

Não trocou o repertório

Nem assumiu que chora

A sua dor

De um passado

Parnasiano

De certo

Nem sua pontuação sagrada

Só o amargo

Das linhas que choram sangue

Dos pássaros desorientados

Das viúvas

E dos verbos intransitivos

Que sentido?

Um mundo complexo

Caótico

De curvas

Linhas

Parnasiano??!

Os olhos que julgam

Tão certos de si

Perdidos

No abismo

Do belo

Do feio

Arte.

 

Cláudio Andrade

18-03-2021

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