Amei
Quantas vezes
Tive que amar
Mesmo não querendo
Tive que amar
Lutando contra o amor
Nas minhas entranhas
Não nas  outras entranhas
Por que delas  amor saia
Brotava para fora, expelia
Amor que não queria dar
O ser supremo
Criou -me assim
Uma rosa pequena
Feita de amor
Se luto contra ele
Esmaga-me
E sinto cheiro de amor,
Pois que de amor
Nutria- me o criador
se passo, o cheiro exala
se corro deixo perfume
se fujo, outros me encontram
as pétalas feridas
por quem amo
caule mastigado
pelos pulgões que amo
outras vezes arrancada
por aqueles a quem  dei perfume
morrendo e nascendo pelo amor
que, mesmo não querendo, tive que amar.

Ana Andrade
02\02\2018

Comentários

  1. Respostas
    1. Uma verdade o amor é sublime e divino. Encontramos o amor em tudo. obrigado .

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  2. Que maravilha, amigo poeta, quando mesmo magoados ou decepcionados ainda amamos outra vez e quantas forem necessárias. Assim fomos feito. Assim o cristo exemplificou. Seguimos nossa essência mais livres do egoísmo. Amém. (Jureb Dilly).

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    1. Agradecemos muito o comentário. Cada comentário seu enriquece ainda mais a poesia.

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