Sombras
Lábios mesquinhos
Mudos
Nem mesmo um gemido
Cuidado!!! Três punhais em tuas costas.
Como dormiria?
Como será o teu dia?
Ah! Isto não perguntaria.
Somos o que somos,
Homens e mulheres sombra,
Ainda brutos por dentro
Odiando e sorrindo
Dançando e rastejando.
Iguais serpentes
Agora o verniz de tua pureza cairá por terra.
E a sombra pavorosa do homem e mulher desumanos aflora
Que nem o crepúsculo invadindo o dia
Somos apenas vernizes de homens sombra,
mulheres sombra,
Amor compaixão teus lábios gritam
Seu coração pedra
Sua semente serpente
Tanta destreza
Provar o que?
Pra quem?
Não basta o rastro de miseráveis que tua prática e tua língua deixam?
Somos senhores dos nossos destinos
Responsáveis pelo que sentimos, falamos e causamos.
Se mudamos, passos lentos, lentos demais, gananciosos demais.
Olhos esbugalhados
Sorriso entredentes
E o bailar continua
Apenas rastros, rastros de miseráveis que deixamos todos os dias.
Sem pão, sem educação, sem lar, sem rosto sem alma.
Somos o que somos homens e mulheres sombra ainda brutos por dentro
Odiando e sorrindo
Dançando e rastejando.
Cláudio Andrade
31/01/2018

Comentários

  1. O poema nos convida a uma autorreflexão sobre nossos sentimentos em relação aos outros.
    Quando disfarçamos a indiferença, a ganancia e o ódio através de sorrisos e atitudes falsas, nos tornando assim, desumanos e brutos. Apenas sombras... (Jureb Dilly).

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    1. Muito obrigado. Agradecemos muito o comentário. Ótima reflexão.

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