Mãezinha de luz
Deitada no leito
Leve como uma criança
Cabelos brancos
Tão alvos
Tão Neve
No rosto a marca do amor
Carrega na dor a marca da luz
Fios estão ligados ao seu corpo
Pequeno, frágil.
Agulhas penetram em sua pele tão amada.
Lágrimas escorrem dos seus olhos
Tempos passados
Sua luz brilhou no mundo
Ergue-te do leito
Vamos para casa
Mãezinha de luz
Não precisa força de homem
Para erguê-la em meus braços
O meu amor de filha basta
Carrego seu corpo
Seus cabelos escorrem leves
Perto do meu coração
Que bate descompassado
Não é com esta seringa que alimentei seu corpo
Foi com o meu amor
Mãezinha de luz
Vamos pra casa
Seu caminho acabou
Sua luz permanece
Sua casa é de alegria
Visitará Seu jardim em flor
Sentirá o cheiro das manhãs
Brincará no orvalho que banha os capinzais
Na casa do Pai entrará
Mãezinha de luz
Seu carinho é só meu
Sua doce lembrança é minha
Pedaço do meu coração.
22/02/2018
Cláudio Andrade

Parabéns amigo Professor
ResponderExcluirMuito obrigado. Estamos muito alegres por ter gostado.
ExcluirMe sinto bem comovida ....penso.... na vida......e no fim dela...
ResponderExcluirRealmente a vida é incrível, a graça de Deus permanece em todas as fases da vida. E o amor de Deus aparece também na partida.
ExcluirUm poema que emociona a todos nós que presenciamos o envelhecimento ou perda de saúde de nossas mães. Delicada e carinhosamente o poeta discorre sobre essas etapas. Em contrapartida menciona sobre o mais puro amor que nos da consolo e a certeza que esses anjos luminosos tem morada ao lado do pai. Mas no auge do meu egoísmo ouso citar Drummond: "Fosse eu rei do mundo baixava uma lei. Mãe não morre nunca..." (Jureb Dilly).
ResponderExcluirMuito bom o comentário e concordo com você, pois ela estará na casa do pai. O amor de Deus torna isto possível à citação de Drummond já é lei mãe não morre, mãe é amor.
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