Terra névoa e astronautas
Pisar e sentir a névoa
daquela terra em  que nunca pisei
Um sentimento que nunca senti
Aqueles cantos, aqueles abismos.
Escondidos em cavernas
Queria ter mil anos
Qual uma frondosa árvore que
em noite enluarada mostra os seus mistérios
aquele vapor sublime
os galhos no alto a balançar
as feras entre sombras
esgueirando-se, esquivando-se
Queria deitar naquela terra
sentir o seu frio
ouvir seus barulhos
Apreciar suas madrugadas
suas noites no silêncio
Por horas a fio
Queria deleitar-me em suas raízes
Escondido de tudo que se passa lá fora.
Queria num olhar ver o luar mais bonito
Astronautas viajantes
Novos tempos
Outras passagens
Paisagem
Deitado numa cama de flores
Perfumes, sonhos e primaveras.
Abrir um sorriso tão grande
Maior que o universo estrelado
Para depois mergulhar
Nos abismos de rios, lagos.
Feras ocultas
Cavernas submersas
Olhar, sentir amor.
Queria que o tempo parasse
Por um só segundo
Por apenas um milésimo de segundo
Ver a beleza  despontando na sua  totalidade
Descansar em braços fortes.
Aliviar minha dor
Com segurança e paz
No silêncio barulhento de aguas tranquilas.

01-03-2018
Cláudio Andrade





Comentários

  1. Gostei,muitoprofunda onde a gente acaba viajando junto com o autor.

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  2. Tal qual um astronauta, neste poema, o autor imagina-se explorando novos mundos na natureza. Assume posições de observador e ator desses espaços onde interage através dos sentidos, buscando assim, a paz e alivio para as dores. (Jureb Dilly).

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