Lugar nenhum
Lugar nenhum
Sei lá
Vou
deixar tudo de lado
Buscarei
outro lugar
Estou saindo
Desta
odienta guerra
Esta
praia não é minha
Vou
caminhando por ai
Tropeçando
Fantasiando-me
Abraçando
os amigos
Estou
baixando as armas
Deixando
pra trás meu revólver e minha espingarda
Meu
facão e minha faca
Vou
montar nesse cavalo
Vou
embora para o mato
Cavalgar
por ai
Sem tristeza
Sem
remorso
Sem
saudade
Reviver
os velhos tempos
Estou
muito velho pra sofrer
Apaixonar-me
Morrer
de paixão
Vou
levar meu rádio
Um
pouco de farinha
E
também meu violão
Sei lá
Dormir
debaixo das árvores
Banhar
em ribeiros
Sonhar
com dias perfeitos
Apenas
uma capa e uma capanga
Sei lá
Vou
buscar outro lugar
Vou
deixar tudo de lado.
Cláudio
Andrade
06-06-2018

Muito bom.
ResponderExcluirCada vez melhor.
Valeu. Obrigado.
ExcluirNo poema o sentimento sertanejo de migrar para o mato. Abandonar as dores e decepções deixando tudo de ruim para trás. Um desafio misturado a utopia de fuga em que só levará as coisas boas. (Jureb Dilly).
ResponderExcluirObrigado por mais este comentário.
Excluir