Vidas Digitais



Vidas Digitais


Quando passamos a entender a vida
Esquecemos quem somos
Na era digital
Robotizamo-nos
Sem alegria na alma
Exatamente  quando entendemos
Ficamos sem saber
Um mundo que não criamos
Como podemos vencer?
Embora odiando
Levamos a vida a sério
E andamos sem rumo
Sem amor
Apenas em busca do nada
Letras de dor
O digital dói na mente
Agoniza os pensamentos
De quem não ama
Prefiro o calor humano
O gosto do beijo
Um rabisco de ternura
Uma conversa agradável
Um gemido amigo
Nas horas de dor
Quando morrermos
O que levaremos?
Um sorriso
Um afago
Apenas o amor
Salpicado de horas alegres.

Cláudio Andrade
08-08-2018

Comentários

  1. Com muitos amigos, mais ao mesmo tempo sem ninguém.

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    1. Bom dia. É verdade ainda enxergaremos o outro sem meios artificiais. Valeu.

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  2. O poema nos convida a refletir sobre a era digital, onde principalmente os jovens, trocam o contato com o próximo pelo excessivo uso dos celulares e computadores. As mazelas psicológicas aumentam. É preciso o resgate dos encontros e interações entre pessoas. (Jureb Dilly).

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    1. Com certeza devemos estar atentos a estes detalhes na era digital. Obrigado.

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