A máscara




A máscara


Tampei meu rosto
Com uma máscara
O mesmo rosto
Escondido por fina camada
Como transparecer o sentimento?
Escondido estou
Fluídico eu adentro o meu ser
Vejo imagens
Fortes de tudo
Ontem me lembrei de você
Um rosto apenas
Sem gosto
Sem essência
Um mal necessário
Desvario
Contorço-me no ar
Espasmos
De um dia apenas
A confiança
De um não representa do outro
Na contramão
Uso máscara
Igual você
Igual todo mundo
E ando
Por ai
Se sorrir
Se chorar
O mesmo rosto
Penso na importância
Da máscara
Que encobre
A mais vil consciência
Que dobra a tristeza
E enrola a alegria
Persona
Pessoa de máscara
A máscara
Que com toda certeza
Um dia
Cairá
Espatifará
No chão
Da consciência.

Cláudio Andrade
19-11-2018

Comentários

  1. Nesse poema o autor chama a atenção sobre nossas máscaras de cada dia. Socialmente necessárias, as vezes, pois não podemos nos mostrar para todos. Mas a consciência cobra quando as usamos para nós mesmos ou para aqueles aos quais amamos. (Jureb Dilly)

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