Um remédio
Um
remédio
Passos
pela cidade
Uma
caneta arranha o papel
Um
olhar
Dentro
um prisma
Ao
decompor
Deixa o
mundo mais bonito
Mais
colorido
Surge a
diversidade
Sombras
espreitam na madrugada
Igual a
um raio
Do chão
ao céu
Do
verso ao avesso
Abro os
braços num abraço
De
serpente
Que
esmaga
Uma
refeição
Dor
Quem
tem afeição?
Um
olhar de lobo
Enigmático
Unhas
cravadas no chão
Pronto
para o ataque
Jugular
Seu
corpo no espaço
Seu
sonho
Apenas
um pedaço
De mil
De
muitos
Que se
afastam
Corro
então
Se paro
sou empurrado
Por
mãos
Cheias
de calos
As
vezes mãos com creme
Causam
o mesmo estrago
Rodopio
entre a rua e o sonho
Passos
pela cidade
Um
olhar
Para
baixo
Para o
asfalto
Quente
As
vezes frio
De seu
bom dia
A caneta
rasga o papel
Expondo
as entranhas do caderno
Impregnado
de tudo
Menos
de sonho
De vida
De
abraços
Grito e
peço
Algo
para curar meu espanto
Um
remédio
Que
seja leve
Macio
Que não
seja você.
Cláudio
Andrade
22-03-2019

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