Sombra do sol





Sombra do sol


Tenho medo de tocar
Pois com o toque
Meus dedos parecem eternos
Embora passageiros
Fazendo parte do nada
Corro com o vento
Na sombra do sol
Noite
Amo igual ao mar
Com força arrasadora
Que na tragédia
Devolve seus mortos
Na areia
O sal purifica o corpo
Corro com o vento
Na sombra do sol
Noite
Sou feroz igual ao mar
Que corrói montanhas
Sem se importar com o tempo
Ando lento
Lendo seus escritos
São como gritos
Saem do papel
Adentra meu ser
Ando por ai
Um rosto na multidão
Surrado pelo vento
Das ideias
Um corpo magro
Apanho da vida
Não desisto
Corro na sombra
Para não ser visto
O sol me dá calafrios
Pensamento desumano
Seu freio
Uma parede de ideias
Representa sua verdade
Caridade, caridade
Surpreendo-me
Apaixono-me
Meio narciso
É claro
Um pouco tolo
Um pouco ingênuo
Do sonho
Deixo pra depois
O sol anda muito forte
Para quem pensa
Por isso corro na sombra.

Cláudio Andrade
27-04-2019

Comentários

  1. Parabéns colega por essa obra maravilhosa!a sombra do sol nos leva além dê nossas imaginações...retrata o belo, o singelo é mais puro sentimento que somente os poetas sabem descrever.Desejo que Deus, em sua infinita bondade, continue inspirando -te para prosseguir descrevendo tudo aquilo que os seres comuns sentem mas, não conseguem expressar! Forte abraço! Rosimeire Alvim

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