Ruas
Ruas
Balanço
das tardes
Céu de um
azul celeste
Borboletas
voam
Pássaros
cantam
Ruas
Mal
comportam tanta gente
É um
vai e vem
De
amores
De
dores
De
saudades
Pesados
transeuntes
Cada
qual sua dor
Rolam
pelas tardes
Preguiçosas
Juntos
sofrem
Com
seus passos rápidos
Cada um
no seu compasso
Desorganizados
Até um
casal de namorados
Mancam
pelas avenidas
Passam
nas tardes
Andam
sem ter um por que.
Apenas
somem pra nunca mais
Outro
dia
Mais
pessoas
Rápidas
Outras
lentas
Felizes
ou não
Sobem a
rua
Sem ver
o céu
Sem
sentir o ar
Sem
respirar
Sem
noção
Caminham
sem destino
Por
impulso
Apenas obedecem
ao cotidiano
Sem ver
Que a
vida
Passa
Rápida
Perdem-se
No seu
próprio caminhar
Não
querem ver
Nem
procuram saber
Que o
dia acabou
À noite
ninguém vê estrelas
Ninguém
abre as janelas
Apenas
dormem
Cegos
Sem
sentir amor.
Cláudio
Andrade
23-05-2019

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