Casinha de madeira
Casinha de madeira
O frio
podia sentir
O calor
queimava as tábuas
Nos
seus corredores
Tanta
alegria
Nos
seus arredores
Tudo
era pobre
A lata
de sardinha
Virava
carrinho
A terra
Castelos
de sonhos
Pessoas
se abrigavam
Brigavam
Na
casinha de madeira
Ninguém
percebia que o dia passava
A noite
vinha
Gente
crescia
A casa
diminuía
No frio
Uma
fogueira
Dentro
da casa de madeira
Aquecia
o colchão
Esquentava
as tábuas
Alguém
contava histórias
De
ilhas distantes
De
assombrações
De
fugas extraordinárias
Alguém
dormia tranquilo
Seguro em Deus
As
portas não tinham trancas
As
janelas não tinham tramelas
O chão
batido era piso
Era uma
alegria
A
segurança
Incrível
De tudo
Nos
seus arredores
Tudo
era pobre
No seu
coração
Calor
Amor.
Cláudio
Andrade
16/07/2019

Revivi a minha infância lendo esta poesia. Senti saudades, como eu era feliz.
ResponderExcluirÓtimo. Agora temos que viver cada momento. Recordar é viver.
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