Na montanha
Na montanha
Grande
paredão
Lugar
de batalhas
Quem
cair
O
precipício espera
Por
isso tenho garras e não unhas
Por
isso tenho dentes afiados
Olho
para os lados
A
batalha continua
Na
montanha
Uma
estrada
Muitos
batem em retirada
Morrerei
batalhando
A
estrada é a fuga
Quem
corre não entende
A
montanha tem precipícios
A
estrada
Nos
precipícios acaba
A noite
uma calmaria de instantes
Um
vento suave
Lobos
uivam baixo
Aumentam
seus gemidos a cada uivo
Para
Logo em
seguida se transformarem
Num
gemido estridente
Alguns
se escondem
Outros
fogem
Em
direção aos lobos
Gela o
coração
O frio
do olhar de um ser humano
Sem
esperança
Atravessa
a gente
como
flecha
Rompe
artérias
Prefiro
esperar
O dia de
batalha
Na
montanha
Jamais
recuar
Jamais
desesperar
A
estrada a fuga dos covardes
Tombarei
em batalha na montanha.
Cláudio
Andrade
20-09-2018

Comentários
Postar um comentário