Tempo




Tempo


Todo mundo tem um tempo
Que passa
Como sopro entre as mãos
Vai sendo levado pelo relógio
Dilui como ilusão
Fluídico como areia na ampulheta
Como sonho de alegrias passadas
Festas e risos
Esperança
No cair das cortinas
Todo mundo tem um tempo
Que passa
Igual trem desgovernado sobre os trilhos
Ninguém para
Olho para o infinito
Vejo um céu escuro
Estrelas brilham
Até as estrelas tem um tempo
Que passa
Ao meu redor tudo é fluídico
Escorregando entre os dedos
O tempo
Em imagens
Vejo um beijo apagado
Digitais na estrada
Silhuetas entre becos
Névoa que passa
Com sonhos e lembranças
Tudo tem um tempo que passa
Igual dunas
Hoje aqui
Amanha ali
Depois já nem existem mais
O tempo apagou
Apagou os passos
Do velho
A beira da estrada
O castelo de areia do menino
O enfeite nos cabelos das meninas
Tudo em movimento
Seguindo para o futuro
Envelhecendo o passado
Num movimento continuo
Para o fim de tudo que passa.

Claudio Andrade
24-09-2019

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog