Mudanças
Reinventamo-nos
A cada
dor
A cada
amor
Por tudo
isso
Continuamos
vivendo
Como seres
autômatos
Rumo a
tanta coisa
Algumas
desagradáveis
Outras alegres
Vomitamos
tantas pessoas
Outras guardamos
no coração
Algumas
apenas convivemos
Vamos nos
reinventando
O vento
Às vezes
Tão calmo
Tão sereno
Outras vezes
tão forte
Que nos agarramos ao que encontramos
E vemos
pessoas
Sendo
levadas
Não sei
pra onde
Se vacilarmos
Também iremos
Chorar ou
amar
Às vezes
se faz necessário
Por tudo
isso
Reinventamo-nos
Através
do tempo
Sem a
certeza de nada
O chão onde pisamos
Parece seguro
Mas é firme
como a areia
Por isso
reinventamo-nos
Para ser
Ou não sermos
nada
Para amar
ou odiar
Para sofrer
ou ser indiferente.
Cláudio
Andrade
18-04-2021

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