O concreto
Coração
despedaçado
Arrasado
De amor
Faz
sentido
Beijo
amargo
Quase
veneno
Um
desprezo
Sem
perceber
Eu
pequeno
Solitário
No meu
quintal
Busco reconstruir-me
Passear
pelo jardim
E amar
assim
Mesmo
ferido
Bonito
Ilusório
De cimento
E ferro
Olhares
curiosos
Suspiros
Não consigo
entender
Amar
assim
É fácil
O
difícil
É
reconhecer
O
concreto da poesia
No
concreto das curvas
Feitas
com ferro e cimento
Delineadas
a mão.
Cláudio
Andrade
20-02=2022
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