Pródigo
O véu da noite
Cobriu-lhe os olhos
Travou batalhas
O vento sul
Gelou sua esperança
Fez-se triste
Despedaçaram
Sua carne
Nas caminhadas
Noturnas
Em frangalhos
Mesmo ferido
E abatido de morte
Buscou no lar
O descanso
O aconchego
E o balsamo
Para as feridas
Paz em seu sono
Agora forte
E revigorado
Parte outra vez
Turva noite
Não sabe se volta
Quem fica
Espera e chora
Mas se voltar
Quem sabe ao amanhecer
Cama bem quente
Balsamo
Alimento
E amor
Em sua casa receberá.
Cláudio Andrade
03-08-2022

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